Apontamentos Sobre a Poesia Pós-Conceptual
20,00 € c/ IVA
Não é que o avant-garde tenha de facto alguma vez significado revolução. Só o jornalismo acerca dele lhe dá esse significado – o tem na conta de uma ruptura com o passado, um novo começo, e todas essas coisas. A principal razão de ser o avant-garde é, pelo contrário, a de preservar a continuidade: a continuidade dos padrões de qualidade – os padrões, se preferirem, dos Velhos Mestres.
Clement Greenberg
Disponível por encomenda
Com a Internet, tudo pode ser levado para dentro do poema, qualquer pessoa pode tornar-se uma estrela, e os ditames da moda (receber gostos) substituem a autoridade do crítico. E, no entanto, a crise de que todos os críticos (desde a mais velha estrela do rock até Hal Foster) parecem lamentar-se quando não conseguem perceber quem determina o talento na Internet é, na verdade, uma crise que, ao mesmo tempo, é a coisa mais maravilhosa de sempre para o crítico. Porque quanto maior a mise en abyme, mais importante é o papel do crítico na manutenção da ordem. E, por conseguinte, a maioria dos críticos que escreve em revistas ostentosas lamentando a mise en abyme da moda está propositadamente a negligenciar a moda de luxo que ganham com essa mise en abyme: a importância dos críticos e dos curadores é redobrada! E a maioria, claro, aproveita a oportunidade, ao lamentar esta mise en abyme, para enfatizar os poucos artistas que crêem livres desta acusação.


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