Do Belo, do Justo e do Verdadeiro (e Do) Ódio À Civilização Moderna
14,00 € c/ IVA
No dia 24 de Março de 1834, na antiga vila de Walthamstow, nas cercanias de Londres, nascia William Morris, poeta, romancista, pintor, tipógrafo, designer, socialista revolucionário e a alma do movimento Arts and Crafts.
Com a sua rica cultura histórica – inspirado pelo romantismo tardo-medieval e filiado ao anti-tecnicismo pré-rafaelita –, e a sua proposta concreta contra a dominação social, influenciada pelo socialismo utópico e o anarco-comunismo, Morris tinha uma percepção espantosa das linhas de força da história e dos elementos de decadência da sua época, vaticinando a futura ruína da civilização contemporânea.
Se o Ocidente reconhece os processos catastróficos associados à Industrialização e à tecnologia do projecto mercantil no marco da II Guerra Mundial, pela mão de autores como Lewis Munford, Günther Anders, Jacques Ellul, André Gorz ou Ivan Illich, o artista inglês rebelou-se meio século antes contra um ideal de Modernidade que se impunha ao mundo mediante a profanação da natureza, a destruição dos laços humanos, a aniquilação da criatividade e o desprezo pelos mais simples prazeres da vida.
Embora Morris aceitasse quase na íntegra a análise económica e histórica de Marx, sempre confessou que o “motivo principal” para se ter tornado socialista revolucionário foi o seu “ódio à civilização moderna”: ‘A foleirice reina! Do estadista ao sapateiro, tudo é foleiro!’
Repudiou o sucesso como outros homens repudiam a calúnia. Mergulhou nas profundezas mais intrincadas do artesanato. Nutriu o seu ódio pela civilização moderna ao traduzir sagas islandesas. Sentou-se deliberadamente em cima da sua cartola. Lançou a sua grande campanha pela protecção de edifícios antigos. Fundou o seu jornal matutino, porque a sua resposta foi tornar-se em um agitador revolucionário.
Previu o fascismo. Previu (e execrou) o socialismo de Estado. Previu (e lastimou) o Estado de Bem-Estar Social. Diante do cenário de um “serviço público capitalista levado à perfeição”, bradou: “Não atravessaria a rua para alcançar semelhante ideal”.
Como disse o historiador E. P. Thompson, não tinha tempo para os bons selvagens, e menos ainda para a panaceia da burocracia estatal. Na sua visão, nenhuma intervenção mecânica vinda de cima poderia engendrar a ética da comunidade: “O homem individual não pode transferir os problemas da vida para os ombros de uma abstração chamada Estado”.
“É mais forte do que eu… As ideias que tomaram conta de mim não me vão deixar em sossego... Temos de nos virar para a esperança, e só a vislumbro numa direcção: no rumo da Revolução. O resto é história …”.
Do Belo, do Justo e do Verdadeiro (e Do) Ódio À Civilização Moderna
14,00 € c/ IVA
No dia 24 de Março de 1834, na antiga vila de Walthamstow, nas cercanias de Londres, nascia William Morris, poeta, romancista, pintor, tipógrafo, designer, socialista revolucionário e a alma do movimento Arts and Crafts.
Com a sua rica cultura histórica – inspirado pelo romantismo tardo-medieval e filiado ao anti-tecnicismo pré-rafaelita –, e a sua proposta concreta contra a dominação social, influenciada pelo socialismo utópico e o anarco-comunismo, Morris tinha uma percepção espantosa das linhas de força da história e dos elementos de decadência da sua época, vaticinando a futura ruína da civilização contemporânea.
Se o Ocidente reconhece os processos catastróficos associados à Industrialização e à tecnologia do projecto mercantil no marco da II Guerra Mundial, pela mão de autores como Lewis Munford, Günther Anders, Jacques Ellul, André Gorz ou Ivan Illich, o artista inglês rebelou-se meio século antes contra um ideal de Modernidade que se impunha ao mundo mediante a profanação da natureza, a destruição dos laços humanos, a aniquilação da criatividade e o desprezo pelos mais simples prazeres da vida.
Embora Morris aceitasse quase na íntegra a análise económica e histórica de Marx, sempre confessou que o “motivo principal” para se ter tornado socialista revolucionário foi o seu “ódio à civilização moderna”: ‘A foleirice reina! Do estadista ao sapateiro, tudo é foleiro!’
Repudiou o sucesso como outros homens repudiam a calúnia. Mergulhou nas profundezas mais intrincadas do artesanato. Nutriu o seu ódio pela civilização moderna ao traduzir sagas islandesas. Sentou-se deliberadamente em cima da sua cartola. Lançou a sua grande campanha pela protecção de edifícios antigos. Fundou o seu jornal matutino, porque a sua resposta foi tornar-se em um agitador revolucionário.
Previu o fascismo. Previu (e execrou) o socialismo de Estado. Previu (e lastimou) o Estado de Bem-Estar Social. Diante do cenário de um “serviço público capitalista levado à perfeição”, bradou: “Não atravessaria a rua para alcançar semelhante ideal”.
Como disse o historiador E. P. Thompson, não tinha tempo para os bons selvagens, e menos ainda para a panaceia da burocracia estatal. Na sua visão, nenhuma intervenção mecânica vinda de cima poderia engendrar a ética da comunidade: “O homem individual não pode transferir os problemas da vida para os ombros de uma abstração chamada Estado”.
“É mais forte do que eu… As ideias que tomaram conta de mim não me vão deixar em sossego... Temos de nos virar para a esperança, e só a vislumbro numa direcção: no rumo da Revolução. O resto é história …”.
Liberne
14,00 € c/ IVA
Livros Flauta de Luz | distribuição Antígona
Liberne é um conjunto de contos situados nos montes baldios do Gerês, no Alto Minho. Resgatam memórias vividas de um mundo que foi comunitário e que constitui as nossas raízes do futuro.
Quando Liberne escava no húmus dessa cosmovisão e traz à superfície o impacto da sua herança ao longo da história, suscita questionamentos próprios da nossa época, percepções que agudizam as contradições culturais e psicológicas de um passado recente e da nossa contemporaneidade. Por isso mesmo, os contos que formam este livro revelam um carácter mais universalista do que regionalista.
Liberne
14,00 € c/ IVA
Livros Flauta de Luz | distribuição Antígona
Liberne é um conjunto de contos situados nos montes baldios do Gerês, no Alto Minho. Resgatam memórias vividas de um mundo que foi comunitário e que constitui as nossas raízes do futuro.
Quando Liberne escava no húmus dessa cosmovisão e traz à superfície o impacto da sua herança ao longo da história, suscita questionamentos próprios da nossa época, percepções que agudizam as contradições culturais e psicológicas de um passado recente e da nossa contemporaneidade. Por isso mesmo, os contos que formam este livro revelam um carácter mais universalista do que regionalista.
O Deserto que Vem – Ecologias de Kropotkin a Marte, Seguido de Cidades Ideais
9,50 € c/ IVA
O Deserto que vem – Ecologias de Kropotkin a Marte
Kropotkin acreditava que a dessecação era um processo geológico contínuo e que esta se podia observar em todo o Hemisfério Norte. Por esta razão, o geólogo e anarquista russo desafiou radicalmente a ortodoxia ao sustentar a continuidade da dinâmica climática global entre o fim da Era do Gelo e os tempos modernos: longe de ser estacionário, o clima vinha mudando continuamente numa direcção unidireccional e sem interferência humana ao longo da história.
Neste breve ensaio, Mike Davis explica que a tese de Kropotkin foi a primeira tentativa científica no campo da ecologia de apresentar uma argumentação abrangente a favor das alterações climáticas naturais como força motriz da história da civilização.
Cidades Ideais
O arquitecto e historiador Colin Ward (1924 Wanstead – 2010 Ipswich) foi uma das figuras-chave do anarquismo britânico do século XX. Escritor prolífico, assumiu durante duas décadas a edição do jornal Freedom, fundado em 1886 por Kropotkin na capital londrina. Em 1961, Ward fundou a revista mensal Anarchy, difundindo a sua visão do anarquismo não como uma teoria utópica, mas enquanto um conjunto de práticas sociais capazes de criar formas alternativas de organização informais, sem hierarquias e não submetidas às políticas estatais.
Cidades Ideais é um brevíssimo esquisso sobre diferentes visões de organização dos aglomerados humanos da Modernidade à era Contemporânea.
Ward escreveu sobre uma ampla variedade de tópicos, incluindo política contemporânea, ocupação ilegal, habitação, arquitectura, educação, planeamento urbano, práticas anarquistas e ajuda mútua. A sua versão do anarquismo quotidiano, que envolvia experimentação e intervenções práticas, atravessa as páginas de livros como Anarchy in Action (1973), Housing: An Anarchist Approach (1976), Welcome, Thinner City: Urban Survival in the 1990s (1989) e Sociable Cities: The Legacy of Ebenezer Howard (1998), volumes que dão visibilidade à realidade de experiências que já acontecem no contexto do capitalismo e que potenciam a liberdade, ampliam a autonomia local face às autoridades externas e promovem o bem-estar social.
O Deserto que Vem – Ecologias de Kropotkin a Marte, Seguido de Cidades Ideais
9,50 € c/ IVA
O Deserto que vem – Ecologias de Kropotkin a Marte
Kropotkin acreditava que a dessecação era um processo geológico contínuo e que esta se podia observar em todo o Hemisfério Norte. Por esta razão, o geólogo e anarquista russo desafiou radicalmente a ortodoxia ao sustentar a continuidade da dinâmica climática global entre o fim da Era do Gelo e os tempos modernos: longe de ser estacionário, o clima vinha mudando continuamente numa direcção unidireccional e sem interferência humana ao longo da história.
Neste breve ensaio, Mike Davis explica que a tese de Kropotkin foi a primeira tentativa científica no campo da ecologia de apresentar uma argumentação abrangente a favor das alterações climáticas naturais como força motriz da história da civilização.
Cidades Ideais
O arquitecto e historiador Colin Ward (1924 Wanstead – 2010 Ipswich) foi uma das figuras-chave do anarquismo britânico do século XX. Escritor prolífico, assumiu durante duas décadas a edição do jornal Freedom, fundado em 1886 por Kropotkin na capital londrina. Em 1961, Ward fundou a revista mensal Anarchy, difundindo a sua visão do anarquismo não como uma teoria utópica, mas enquanto um conjunto de práticas sociais capazes de criar formas alternativas de organização informais, sem hierarquias e não submetidas às políticas estatais.
Cidades Ideais é um brevíssimo esquisso sobre diferentes visões de organização dos aglomerados humanos da Modernidade à era Contemporânea.
Ward escreveu sobre uma ampla variedade de tópicos, incluindo política contemporânea, ocupação ilegal, habitação, arquitectura, educação, planeamento urbano, práticas anarquistas e ajuda mútua. A sua versão do anarquismo quotidiano, que envolvia experimentação e intervenções práticas, atravessa as páginas de livros como Anarchy in Action (1973), Housing: An Anarchist Approach (1976), Welcome, Thinner City: Urban Survival in the 1990s (1989) e Sociable Cities: The Legacy of Ebenezer Howard (1998), volumes que dão visibilidade à realidade de experiências que já acontecem no contexto do capitalismo e que potenciam a liberdade, ampliam a autonomia local face às autoridades externas e promovem o bem-estar social.

