Não Importa
14,00 € c/ IVA
Agota Kristof reuniu em Não Importa vinte e cinco contos que escreveu desde que se exilou da sua Hungria natal e se refugiou na Suíça, onde teve de aprender a falar, ler e escrever numa língua que não era a sua, como explica no seu relato autobiográfico La analfabeta (publicado em 2004, apenas um ano antes destes contos). Assim, estes são os seus primeiros textos escritos em francês, que ela manteve em repouso durante décadas, ainda insegura do seu vocabulário e do seu estilo, mas pressionada pela necessidade imperiosa de escrever. São contos muito curtos, banhados por uma atmosfera estranha e perturbadora, como pesadelos reveladores, que corroboram a visão de Kristof do mundo como um lugar inseguro, hostil, onde a desgraça pode se manifestar a qualquer momento.
Esta descrição minuciosa e clínica da maldade percorre praticamente toda a sua produção literária, e aqui é-nos apresentada sem intermediação, com os factos a nu. Conflitos familiares, traumas infantis, surtos de loucura, decisões letais... Não importa, nada importa, a vida é assim tão impiedosa e ninguém pode mudá-la. Embora talvez, afinal, reste algum espaço para a compaixão e a ternura.
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Agota Kristof reuniu em Não Importa vinte e cinco contos que escreveu desde que se exilou da sua Hungria natal e se refugiou na Suíça, onde teve de aprender a falar, ler e escrever numa língua que não era a sua, como explica no seu relato autobiográfico La analfabeta (publicado em 2004, apenas um ano antes destes contos). Assim, estes são os seus primeiros textos escritos em francês, que ela manteve em repouso durante décadas, ainda insegura do seu vocabulário e do seu estilo, mas pressionada pela necessidade imperiosa de escrever. São contos muito curtos, banhados por uma atmosfera estranha e perturbadora, como pesadelos reveladores, que corroboram a visão de Kristof do mundo como um lugar inseguro, hostil, onde a desgraça pode se manifestar a qualquer momento.
Esta descrição minuciosa e clínica da maldade percorre praticamente toda a sua produção literária, e aqui é-nos apresentada sem intermediação, com os factos a nu. Conflitos familiares, traumas infantis, surtos de loucura, decisões letais... Não importa, nada importa, a vida é assim tão impiedosa e ninguém pode mudá-la. Embora talvez, afinal, reste algum espaço para a compaixão e a ternura.
