Dulce María Loynaz
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Jardim de Outono

16,00  c/ IVA
A presente antologia, que integra a quase totalidade de Poemas sin nombre (1953) e parte de Melancolía de otoño (1997), compila produção bastante para que da obra da poeta cubana Dulce María Loynaz se construa uma noção razoavelmente inteira, sobretudo por quanto de temporal a edição define. A baliza aqui colocada fixa duas súmulas produtivas fundamentais — a do princípio e a do fim do trajecto poético — que permitem, se não mais, intuir essa outra súmula maior que, não estando fisicamente presente, ganha corpo nos nexos e derivações que urdamos no caminho intermédio que cruza a ponte. Tal critério, não estando isento de disputa, parece servir melhor o propósito antológico, pois em Loynaz os textos iniciais e finais são, num certo sentido, mútuos. Numa perspectiva que tem tanto de amplo quanto de restrito, se à superfície dos segundos assoma uma febre sanguínea que a mão amansa, à dos primeiros aflora uma mão sanguínea que aspira ao entendimento da febre. E é nessa reciprocidade da temperatura e do sangue, calibrados pelos planos de maturação da voz poética, que radica a lógica a que a opção editorial aspira.” (Manuel Alberto Vieira no Prefácio à obra)
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A presente antologia, que integra a quase totalidade de Poemas sin nombre (1953) e parte de Melancolía de otoño (1997), compila produção bastante para que da obra da poeta cubana Dulce María Loynaz se construa uma noção razoavelmente inteira, sobretudo por quanto de temporal a edição define. A baliza aqui colocada fixa duas súmulas produtivas fundamentais — a do princípio e a do fim do trajecto poético — que permitem, se não mais, intuir essa outra súmula maior que, não estando fisicamente presente, ganha corpo nos nexos e derivações que urdamos no caminho intermédio que cruza a ponte. Tal critério, não estando isento de disputa, parece servir melhor o propósito antológico, pois em Loynaz os textos iniciais e finais são, num certo sentido, mútuos. Numa perspectiva que tem tanto de amplo quanto de restrito, se à superfície dos segundos assoma uma febre sanguínea que a mão amansa, à dos primeiros aflora uma mão sanguínea que aspira ao entendimento da febre. E é nessa reciprocidade da temperatura e do sangue, calibrados pelos planos de maturação da voz poética, que radica a lógica a que a opção editorial aspira.” (Manuel Alberto Vieira no Prefácio à obra)
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